Jamie Lowther-Pinkerton, ex-assistente real de membros da família real, revelou que sua mãe, Sue Lowther-Pinkerton, trabalhou na inteligência britânica durante a Guerra Fria. Ela integrou o MI5 após a Segunda Guerra Mundial e teve uma trajetória marcada por segredos.
A mãe de Lowther-Pinkerton ingressou no MI5, agência de inteligência doméstica britânica, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Durante uma conversa há cerca de trinta a quarenta anos, Lowther-Pinkerton mencionou um documentário sobre o círculo de espiões de Cambridge. O vídeo levantou a possibilidade de Roger Hollis ser o quinto homem, figura que dirigiu o MI5 entre mil novecentos e cinquenta e seis e mil novecentos e sessenta e cinco.
Sue Lowther-Pinkerton respondeu à menção com firmeza, afirmando que as alegações eram “absoluta bobagem”, defendendo que Hollis era um “gentleman total e patriota”. Lowther-Pinkerton relatou que, na época, ele e sua irmã observaram a reação da mãe, que não desejava discutir o tema.
Antes de entrar no serviço secreto, Sue Lowther-Pinkerton trabalhou em inteligência militar em Singapura, em mil novecentos e quarenta oito. Lá, ela lidou com comunicações confidenciais relativas à saída planejada do navio HMS Amethyst do Rio Yangtzé. Em mil novecentos e cinquenta e um, ela se juntou ao MI5, atuando em Leconfield House.
O mentor real, que serviu a membros da família real de dois mil e cinco a dois mil treze, afirmou que a vida de sua mãe inspirou seu romance, “Beyond the Edge of Light”. Sue Lowther-Pinkerton faleceu em dois mil e vinte e três, aos noventa e nove anos.

