O mercado brasileiro de biscoitos movimentou R$ 18 bilhões no primeiro semestre de 2026. O crescimento ocorreu com a ampliação do faturamento por meio de produtos de maior valor agregado, e não apenas pelo aumento de vendas, apurou a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).
Os dados, elaborados com informações da NielsenIQ, mostram que o faturamento representa alta de 3,5% em comparação ao mesmo período de 2025. Apesar da presença forte dos produtos tradicionais, como recheados, que respondem por 24,4% das vendas, a diversificação da categoria avançou.
Os biscoitos cobertos lideraram o crescimento no primeiro semestre, registrando alta de 20% no faturamento, totalizando R$ 872 milhões. Este desempenho exemplifica a estratégia da indústria de explorar ingredientes e coberturas para elevar o preço de compra, em vez de depender apenas do volume vendido.
Outro movimento relevante é a adoção de embalagens menores. No primeiro semestre de 2026, apresentações de até 150 gramas somaram 41,95% das vendas. Essa tendência acompanha a mudança no comportamento de consumidores com mais de 50 anos e novas configurações familiares.
A Abimapi projeta crescimento de cerca de 3% para o setor como um todo em 2026, sustentado por investimentos em modernização e novos produtos. Em 2025, a categoria representou R$ 34,1 bilhões dos R$ 70,5 bilhões faturados pelo conjunto de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados.


