A paralisação da produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) anunciada pela QatarEnergy em março causou um choque de oferta no mercado global de gás. Essa mudança impulsionou o interesse em empresas americanas do setor, beneficiando exportadores e companhias de infraestrutura.
A crise de fornecimento levou compradores a buscar fontes alternativas. Nesse cenário, a Cheniere Energy, maior exportadora de GNL dos EUA, mostrou resultados fortes em 2025. A empresa registrou 670 embarques recordes e lucrou $10,68 por ação no quarto trimestre de 2025, superando a estimativa de consenso de $3,87.
Outras companhias se beneficiam da expansão do GNL americano. A Venture Global, por exemplo, avançou na instalação de terminais, com a Plaquemines LNG operando 34 de 36 trens. Já a Kinder Morgan atua como infraestrutura, gerenciando contratos de transporte de 8 Bcf/d de gás natural para GNL, com planos de expansão até 2028.
No lado da produção, a EQT Corporation fornece matéria-prima para o complexo de exportação dos EUA. A empresa viu seu fluxo de caixa livre subir 414,5% em 2025. A Sempra, por sua vez, oferece exposição estrutural ao GNL, com o projeto Port Arthur LNG Fase 2 avançando, mantendo um perfil de risco mais estável.

