O mercado brasileiro demonstra leitura de favoritismo para a recondução do presidente Lula em outubro, levando gestoras locais a reduzir alocações em risco no país. A postura defensiva se soma ao movimento de agentes estrangeiros que desmontam posições em real e renda fixa local.
As principais gestoras avaliam que o presidente incumbente tem vantagem no pleito, embora haja divergências. A Legacy Capital aponta o favoritismo do presidente para um quarto mandato, citando o desempenho fraco da oposição em pesquisas. A Occam Brasil também vê vantagem do atual presidente sobre os oponentes no segundo turno.
A Ibiuna Investimentos baseia sua visão no comportamento dos preços, indicando que os ativos precificam maior probabilidade de reeleição. A Mar Asset, contudo, diverge, acreditando que Lula não é favorito. Essa casa aponta que a avaliação de governo, e não a intenção de voto, seria o fator determinante.
Em termos de carteira, o consenso aponta para baixo risco. A Legacy Capital mantém baixo nível de risco no Brasil, focando em posições táticas. A Ibiuna adota postura cautelosa, com redução parcial da bolsa brasileira e aumento na americana. A ARX Investimentos aponta que incertezas fiscais geram apreensão nos preços locais.
A Verde Asset trata a disputa eleitoral como fator dominante para os próximos meses, prevendo maior volatilidade. Em renda fixa, a Tenax Capital considera o título NTN-B pressionado devido à questão fiscal e ao volume de emissões incentivadas.


