Lionel Messi anunciou, nesta segunda-feira (31), que não defenderá mais a seleção argentina. Aos 39 anos, o jogador comunicou a decisão por meio das redes sociais, encerrando uma trajetória de 20 anos na equipe nacional que incluiu a conquista da Copa do Mundo de 2022 e de duas Copas América.
O camisa 10 afirmou que a decisão foi difícil, mas necessária por entender que chegou o momento de encerrar o ciclo. Messi declarou que se sente esvaziado e que a ascensão de novos jogadores que merecem espaço na equipe também pesou na escolha.
A despedida ocorre após o período mais vitorioso da história recente do país. O atacante venceu as Copas América de 2021 e 2024, a Finalíssima em 2022 e o Mundial no Catar, no mesmo ano. Antes da equipe principal, ele também foi campeão olímpico em Pequim 2008.
Na mensagem, o atleta agradeceu a torcedores, familiares, treinadores e dirigentes. Messi disse que sentirá falta de ouvir o público durante as partidas, mas que passará a acompanhar a seleção como torcedor, apoiando a equipe de fora.
O jogador revelou que o texto de despedida foi escrito originalmente em 21 de julho, dois dias após a final da Copa do Mundo de 2026 contra a Espanha. Segundo o atleta, o falecimento de seu pai aumentou sua convicção sobre a hora de deixar a seleção.
A saída marca o fim de uma era para a Argentina, que inicia agora um processo de reconstrução sem sua principal referência técnica. Messi deixa a seleção após ter transformado sua relação com a torcida, superando críticas iniciais por meio de sequências de títulos.

