A Meta Platforms enfrenta um julgamento em Oakland, Califórnia, movido por procuradores estaduais, que questiona a coleta de dados de crianças menores de treze anos. O processo, que deve durar cerca de sete semanas, alega que a empresa usou design que induz ao uso excessivo e fez declarações enganosas sobre segurança.
A Califórnia pleiteia indenização de até 1,4 trilhão de dólares, enquanto a Meta argumenta que o valor correto se aproxima de 200 bilhões de dólares. Os executivos Mark Zuckerberg e Adam Mosseri devem depor no caso, que envolve a segurança de jovens.
A disputa foca em escolhas de design e práticas de coleta de dados. A Meta defende que os procuradores não comprovaram que residentes foram enganados, alegando que as características benignas de ter uma conta no Instagram causaram prejuízo. Questiona-se a validade da verificação de idade, já que nenhuma plataforma consegue satisfazer privacidade e regulamentações simultaneamente.
O foco dos investidores está nas mudanças estruturais que o tribunal pode ordenar, como restrições no ranking de recomendações para menores de dezoito anos. O procurador da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que o estado deve ser um catalisador de mudanças, que incluem alteração de produto além de qualquer valor monetário.
As ações da empresa fecharam em 543,67 dólares, com queda de 28,92% no último ano. Analistas mantêm uma meta média de 754,14 dólares, o que reflete a incerteza sobre o impacto do julgamento na operação da companhia.

