A Meta lançou o Muse Code, uma ferramenta de terminal para engenharia de software, na quarta-feira (5). O sistema promete resolver tarefas complexas em repositórios grandes, utilizando subagentes paralelos. A oferta possui preços competitivos, mas os resultados em benchmarks de código colocam a ferramenta em terceiro lugar.
O Muse Code opera sobre o Muse Spark 1.2 e visa solucionar o ciclo completo de desenvolvimento, desde o planejamento até a validação do código. A lógica do sistema é multiplicar cópias de si mesmo em pastas isoladas quando a tarefa excede a capacidade de um único processo. Segundo a Meta, o sistema foi testado construindo seis funcionalidades simultâneas sem interferência entre elas.
Em avaliações de mercado, os resultados mostram a concorrência acirrada. No Terminal-Bench 2.1, o Claude Opus 5 registrou 86,7%, enquanto o Muse Spark 1.2 atingiu 82,9%. Contudo, no DeepSWE 1.1, o desempenho da Meta foi de 59,3%, ficando atrás do Opus 5 (65%) e da OpenAI (64,8%).
A estratégia da Meta foca no custo para o desenvolvedor. O nível ‘contribuidor’ da API do Muse Spark 1.2 oferece descontos significativos, mas exige que a empresa utilize os códigos e conversas enviados para treinar seus futuros modelos. Alexandr Wang, fundador da Scale AI, afirmou que a ferramenta pode ser uma opção viável sob o ponto de vista de custo.

