Michelle Bolsonaro aciona sua rede de contatos no meio evangélico para apoiar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A articulação ocorre após a reaproximação entre os dois, com a ex-primeira-dama usando sua influência para pedir votos ao enteado.
A ex-primeira-dama intensificou conversas com lideranças de denominações importantes do país. O irmão de Michelle, Diego Torres, atua como ponte entre ela e o comando presidencial, repassando as agendas. Igrejas como a Igreja Presbiteriana de Brasília e a Igreja Universal do Reino de Deus estão entre aquelas acionadas.
A movimentação demonstra que a ex-primeira-dama oferece à campanha uma rede própria de interlocutores, diferente de apenas emprestar imagem. Isso ocorre após Flávio enfrentar desgastes nesse segmento, causados por atritos públicos e revelações sobre financiamento de um filme.
Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, afirmou que Michelle possui uma forte conexão com os evangélicos, citando sua “energia emocional muito grande” e “fé genuína e espontânea”. O bispo também mencionou uma “energia muito positiva” na campanha dela.
Pesquisas indicaram que Flávio Bolsonaro obtinha 43% das intenções de voto entre evangélicos no primeiro turno. A estratégia de Michelle visa capitalizar essa relação prévia, consolidando-a como uma articuladora no segmento religioso.

