A Microsoft fechou pelo menos 15 escritórios e joint ventures na China nos últimos cinco anos, um processo de redução acelerado em 2026. Embora a empresa reduza sua presença em várias frentes, um porta-voz afirmou que mantém o compromisso com o mercado chinês.
A diminuição ocorreu em quatro frentes distintas, segundo relatórios revisados da empresa. A joint venture original, Wicresoft, iniciou o encerramento de operações em abril de 2025, gerando cerca de dois mil demissões. A produção de hardware, incluindo Surface e Xbox, e a fabricação de servidores de data center, estão sendo transferidas para fora da China, visando que pelo menos o oitenta por cento dos materiais de servidor sejam comprados fora do país.
Outra mudança foi no varejo, com o fechamento de todas as lojas físicas autorizadas na China continental em 2024, migrando para plataformas online e parceiros terceirizados. Em junho de 2026, a Microsoft também cortou entre duzentos e quatrocentos empregos na área de nuvem Azure na China, com desligamentos ocorrendo por volta de seis de julho de dois mil e vinte e seis.
A pressão estrutural no mercado é notória. Desde dois mil e dezessete, autoridades chinesas direcionaram compradores estatais a softwares nacionais. Um analista do DGA-Albright Stonebridge Group declarou que a não conformidade sujeita administradores de tecnologia a fiscalização, exigindo mais verificações de segurança. Adicionadas as regras de exportação dos Estados Unidos e o programa de segurança de dados do Departamento de Justiça, a situação se complexifica.
Apesar do recuo em áreas mensuráveis, a empresa mantém um nicho lucrativo. Ela se tornou fornecedora de nuvem preferencial para empresas chinesas que atuam no exterior, como ByteDance e Shein. Além disso, a Microsoft fornece acesso exclusivo a modelos de IA ocidentais, como o da OpenAI, para clientes empresariais chineses.


