Microsoft e Alphabet apresentaram resultados trimestrais expressivos, mesmo investindo pesadamente em infraestrutura de Inteligência Artificial. A análise foca em qual das companhias absorveria melhor uma desaceleração no gasto com capacidade de IA.
A Microsoft reportou receita de 90,01 bilhões de dólares, um aumento de 17,75% em relação ao ano anterior. O segmento Intelligent Cloud atingiu 39,31 bilhões de dólares, crescendo 32%. O Azure superou 100 bilhões de dólares em receita anual, com crescimento de 41%. A monetização do Copilot é um indicador importante, com 30 milhões de assentos pagos na Microsoft 365 Copilot, um aumento substancial em relação ao trimestre anterior.
A Alphabet faturou 119,80 bilhões de dólares, crescendo 24,23%. O Google Cloud alcançou 24,77 bilhões de dólares, com crescimento de 82%. A empresa gastou 44,92 bilhões de dólares em capital para investimentos em um único trimestre, o que levou o fluxo de caixa livre a um saldo negativo de 5,86 bilhões de dólares. Segundo a CFO Amy Hood, os gastos são controláveis, pois GPUs e CPUs são ativos de curta duração.
A Alphabet possui uma vantagem econômica em silício, graças à sua pilha proprietária de TPUs, que oferece menor custo unitário comparado a concorrentes dependentes apenas de GPUs de terceiros. Em contraste, a Microsoft financiou seu crescimento com fluxo de caixa operacional, que cresceu 34,4%. Analistas observam que a resiliência do balanço da Microsoft a favorece em cenários de atraso na monetização da IA.

