Trabalhadores humanitários e a polícia em Ceuta relatam a presença de mais de 2.000 migrantes na costa, majoritariamente subsarianos. A informação contrasta com o Ministério do Interior, que havia afirmado que restavam cerca de 2.000 pessoas na cidade após o retorno de 70.000 indivíduos.
Uma trabalhadora da Cruz Roja, na praia do Trampolín, certificou a escassez de suprimentos, entregando mais de 2.500 rações no dia. A organização informou que o número de refeições distribuídas, que aumentou em 500 unidades em relação aos dias anteriores, ainda não é suficiente para atender à demanda.
Tanto os agentes de segurança quanto os profissionais humanitários afirmam que há mais de 2.000 pessoas na área costeira. Essa estimativa diverge dos dados apresentados pelo Ministério do Interior, que havia comunicado que, das 72.000 pessoas que entraram em Ceuta, 70.000 já haviam retornado a Marrocos.
Fontes do Ministério do Interior confirmaram manter a cifra de 2.000, alegando não possuir outros dados confiáveis para alterá-la, embora tenham ressaltado o caráter estimativo do número. A discrepância entre os relatos de campo e os dados oficiais permanece.


