O presidente Javier Milei responsabilizou a legalização do aborto pela redução do número de nascimentos na Argentina. Em evento no Conselho das Américas, ele declarou que a medida gera impactos negativos no crescimento populacional do país.
Milei disse que a nação sul-americana não atinge níveis de natalidade suficientes para garantir a reposição populacional. Ele afirmou que a preferência pela interrupção da gravidez custa caro em termos de crescimento demográfico.
A interrupção voluntária da gravidez está liberada na Argentina desde janeiro de dois mil e vinte e um. O procedimento pode ser realizado gratuitamente pelo sistema público até a décima quarta semana. Após esse período, o aborto só é permitido em casos de estupro ou risco à vida da gestante.
Contudo, dados do Ministério da Saúde mostram que a queda na taxa de natalidade começou em dois mil e quatorze, antes da atualização legislativa. Atualmente, a média de filhos por mulher no país é de 1,4. Em escala global, a taxa média de fecundidade é de 2,2 filhos por mulher.

