Cerca de 350 mil imigrantes haitianos perderam nesta segunda-feira (27) o Temporary Protected Status (TPS) nos Estados Unidos. A medida, autorizada pela Suprema Corte, retira a autorização de trabalho do grupo e os sujeita a processos de deportação pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
O TPS, criado em 1990, visava proteger cidadãos de nações afetadas por crises humanitárias, mas o governo argumenta que o programa foi usado para permanência prolongada. O DHS afirmou que o encerramento visa “cumprir a lei e retomar o bom senso”.
Especialistas alertam que a perda do status pode causar falta de mão de obra em setores como saúde, construção civil e serviços. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos solicitou intervenção do Congresso, alegando que o fim do TPS causará uma “interrupção significativa na força de trabalho americana”.
Para os haitianos, a decisão impõe um dilema: permanecer nos EUA implica risco de detenção e deportação, enquanto retornar ao Haiti significa enfrentar grave instabilidade e crise de segurança.


