As ações de mineradoras de Bitcoin caíram em agosto, mesmo com o preço da criptomoeda se mantendo próximo a US$ 65.000. A queda reflete os resultados do segundo trimestre de empresas como MARA Holdings, Cipher Mining e TeraWulf, cujos prejuízos superaram o desempenho do Bitcoin.
A MARA Holdings registrou um prejuízo líquido de aproximadamente US$ 611 milhões no segundo trimestre de 2026, em contraste com o lucro do ano anterior. A receita da companhia caiu 27% para cerca de US$ 174,9 milhões, com um impacto não monetário de US$ 343 milhões devido à desvalorização de ativos digitais. A empresa está reorientando seu foco para computação de alto desempenho e inteligência artificial, planejando uma aquisição de US$ 1,5 bilhão e buscando contratos de aluguel de IA.
Cipher Mining reportou um prejuízo líquido de cerca de US$ 267,5 milhões, majoritariamente devido a um custo não monetário de aproximadamente US$ 150,5 milhões ligado a garantias. Já a TeraWulf teve um prejuízo líquido de cerca de US$ 940,8 milhões no mesmo período, mas grande parte desse valor foi um impacto não monetário relacionado a opções de Google. A receita de aluguel de HPC da TeraWulf atingiu cerca de US$ 31,9 milhões, representando 71% da receita total.
A tese de valorização do setor aponta que as mineradoras estão se transformando em proprietárias de infraestrutura de IA com contratos de longo prazo. Analistas mantiveram visões mistas sobre as empresas, enquanto a economia de mineração permanece um fator de risco no curto prazo, dado o alto nível de dificuldade da rede do Bitcoin.


