Os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta segunda-feira, após dados sobre novos empréstimos em iuan da China indicarem uma contração recorde em julho. A queda reforça preocupações com a demanda de crédito na segunda maior economia do mundo.
O contrato de minério de ferro para janeiro, negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), fechou com queda de 0,7%, atingindo 706,5 iuanes, o que equivale a US$ 104,84 por tonelada. Na Bolsa de Cingapura, a referência para setembro recuava 0,53%, cotada a US$ 95,45 por tonelada.
Os novos empréstimos em iuan registraram uma queda de 340 bilhões de iuanes, totalizando US$ 50,43 bilhões em julho. Este valor representa a maior queda já registrada e a segunda contração no ano, segundo cálculos baseados em dados do Banco Popular da China.
A redução no crédito bancário pode afetar a demanda por minério de ferro, visto que os empréstimos sustentam os investimentos em infraestrutura e no setor imobiliário, que impulsionam o consumo de aço no país. Contudo, as perdas nos preços do minério foram contidas.
Dados da consultoria Mysteel apontam que a taxa de operação dos altos-fornos em 247 siderúrgicas subiu para 82,64% na semana passada. Além disso, a compradora estatal chinesa de minério de ferro firmou acordo em abril com a mineradora Anglo American para fornecimento anual do insumo siderúrgico.


