Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta terça-feira, 14 de julho, impulsionados pela escalada de tensão no Estreito de Ormuz, que elevou custos de frete, e pela confirmação de greve na BHP em Port Hedland. A alta também foi sustentada pela forte demanda de reposição de estoques das siderúrgicas chinesas.
O contrato de minério de ferro para setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, encerrou o pregão diurno com alta de 1,81%, atingindo US$112,17 por tonelada. Este valor representa o maior nível desde 17 de junho. Paralelamente, a referência de minério de ferro para agosto, na Bolsa de Cingapura, subiu 1,25%, chegando a US$99,7 por tonelada.
A preocupação com a oferta aumentou com a greve iminente. Centenas de trabalhadores das operações da BHP em Port Hedland devem paralisar atividades na quinta-feira, após não haver acordo com a empresa. Um analista, sob condição de anonimato, comentou que as greves podem reduzir embarques em até dois milhões de toneladas.
Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz encareceu custos de transporte e insumos de forma geral, elevando o preço do minério transportado por via marítima, segundo um trader baseado em Cingapura. A demanda chinesa também cresceu, com as importações de minério de ferro aumentando 15% em junho, totalizando 112,69 milhões de toneladas, conforme dados da alfândega chinesa.


