Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a sessão desta quinta-feira (27) com leve queda de 0,10%, fechando aos 177.725 pontos. O movimento ocorreu paralelamente à sétima alta consecutiva do Ibovespa, que avançou 0,31% para 175.135,41 pontos, impulsionado por balanços em Wall Street e entrada de capital estrangeiro.
A Bolsa brasileira foi sustentada pelo retorno de R$ 3,2 bilhões em capital estrangeiro entre os dias 20 e 25 de agosto. O cenário positivo foi reforçado pela queda da taxa de desemprego no Brasil, que recuou para 5,3%. Entre as ações de maior peso, Petrobras, Vale e Banco do Brasil lideraram os ganhos.
Para a operação desta sexta-feira (28), o foco dos traders está no discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, programado para as 11h. A fala do gestor tem potencial para alterar o apetite ao risco nos mercados globais e influenciar a direção dos contratos.
A análise técnica do gráfico de 15 minutos indica perda de força compradora no curto prazo, com o mini-índice encerrando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O analista Rodrigo Paz informou que a continuidade da baixa dependerá do rompimento do suporte entre 177.635 e 176.910 pontos.
No sentido oposto, a retomada da alta exige a superação da resistência na faixa de 178.280 a 179.135 pontos. Caso esse rompimento ocorra, o contrato pode avançar para a região de 180.050 a 180.450 pontos.
No gráfico diário, a formação de um doji evidencia equilíbrio e indecisão entre compradores e vendedores. Apesar do recuo recente, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a recuperação dos últimos dias.
A análise do gráfico de 60 minutos mostra que o ativo segue acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, configuração que ainda favorece os compradores. Para retomar o fluxo de alta, será necessário volume para superar a resistência em 179.135/180.170 pontos.

