Os contratos de minidólar com vencimento em setembro (WDOU26) fecharam a última sessão, na sexta-feira (28), com alta de 0,35%, atingindo 5.185 pontos. O movimento coincide com o vencimento desses papéis nesta segunda-feira (31), data em que as negociações passam para os contratos com vencimento em outubro, sob o ticker WDOV26.
O dólar à vista registrou avanço de 0,62%, fechando a R$ 5,1961, após ter superado a marca de R$ 5,23. A valorização foi impulsionada por declarações de Kevin Warsh sobre a inflação, o que elevou os rendimentos dos Treasuries e as apostas em alta dos juros nos Estados Unidos.
No cenário interno, a divulgação de dados do Caged abaixo do esperado reforçou a perspectiva de novos cortes da taxa Selic, pressionando a moeda brasileira. A região dos R$ 5,20 é vista como ponto determinante para indicar se a tendência de alta terá continuidade ou se haverá realização de ganhos.
A análise técnica do gráfico de 15 minutos indica que, para a manutenção da alta, o volume comprador precisaria superar a resistência entre 5.196,5 e 5.214 pontos. Caso esse movimento ocorra, o contrato pode avançar para a faixa de 5.229,5 a 5.239 pontos, com alvos mais longos entre 5.250 e 5.268,5 pontos.
Em sentido oposto, a retomada da baixa dependeria da perda do suporte na região de 5.179,5 a 5.164 pontos. Se esse intervalo for rompido, a pressão vendedora pode levar o minidólar aos 5.148 pontos, com possibilidade de queda prolongada até a faixa de 5.122,5 a 5.108,5 pontos.
No gráfico diário, o ativo permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora tenha devolvido parte dos ganhos ao final da última sessão. O Índice de Força Relativa (IFR 14) está em 52,10 pontos, situando-se em zona neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.


