Os contratos de minidólar (WDOU26) com vencimento em setembro encerraram a última sessão, nesta quarta-feira (26), com queda de 0,06%, fixados em 5.151 pontos. O ativo opera em canal de baixa e mantém a tendência pressionada no curto prazo, influenciado por dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.
Nos Estados Unidos, o núcleo do PCE avançou 0,2% em julho, resultado em linha com as expectativas. No entanto, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,7%, patamar superior à meta de 2% do Federal Reserve. No cenário nacional, o IPCA-15 registrou queda de 0,40% em agosto, recuo maior que os 0,30% previstos, com a inflação anual desacelerando para 4,24%.
A análise técnica do gráfico de 15 minutos indica que o minidólar permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a queda se prolongue nesta quinta-feira (27), é necessária a entrada de volume vendedor para romper o suporte entre 5.148 e 5.142,5 pontos. Caso ocorra, o ativo pode atingir a faixa de 5.087 pontos.
Em sentido oposto, a retomada da alta depende de volume comprador para superar a resistência em 5.161/5.173 pontos. Se esse intervalo for rompido, o contrato pode avançar para a região de 5.214,5 pontos, com alvo mais longo entre 5.239 e 5.250 pontos.
No gráfico diário, a configuração técnica mantém a possibilidade de continuidade da baixa. Para reverter o movimento, o contrato precisaria superar a região de 5.193/5.239 pontos. Já a perda dos suportes em 5.142,5/5.087 pontos poderia intensificar a pressão vendedora, levando o ativo à faixa de 4.946 pontos.
O foco dos traders para o dia está nas sinalizações de Kevin Warsh em Jackson Hole sobre os juros, além do comportamento dos rendimentos dos Treasuries e da atuação do Tesouro norte-americano. O IFR (14) está em 46,04 pontos, situando-se em zona neutra.


