A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia declarou, nesta sexta-feira (21), em São Paulo, que a democracia está em risco no Brasil e no mundo. Ela afirmou que, diante da persistência de ditaduras, os cidadãos democratas também devem se responsabilizar pela manutenção do sistema.
Em um evento na Faculdade de Direito da USP, ao lado do ministro Alexandre de Moraes, a ministra destacou que a democracia brasileira enfrentou risco entre 2021 e 2022 devido a uma tentativa de golpe comprovada. Ela atribuiu a resistência à Justiça Eleitoral, liderada por Moraes, e à vontade popular.
Cármen Lúcia explicou que a Constituição de 1988 não garantiu a permanência democrática sozinha. Ela mencionou que o cuidado contínuo da população, por meio de conversas e manifestações, é necessário para sustentar o sistema.
O ministro Alexandre de Moraes alertou sobre a campanha de desinformação direcionada aos eleitores. Segundo ele, grupos alegam que o voto é fraudado, utilizando as redes sociais como mecanismo de lavagem cerebral. Moraes questionou a Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de punir abusos de desinformação.


