A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a segurança das urnas eletrônicas durante o Rio Innovation Week, na tarde desta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro. Questionada sobre a desconfiança na democracia, a magistrada afirmou que a confiança nas instituições é um pilar essencial, e que “a desconfiança é fácil de plantar, mas construir a confiança, que é a base da democracia, é difícil”.
A ministra Cármen Lúcia utilizou exemplos históricos, como a votação de mulheres que fugiram do Egito, para ilustrar que o ato de decidir por meio de voto acompanha a humanidade. Ela relacionou esse contexto à crítica ao sistema eleitoral brasileiro, que sofreu questionamentos, notadamente por parte do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A magistrada declarou que a urna eletrônica foi criada pelo povo brasileiro e que o voto ocorre em privacidade. “Na cabine da urna não há absolutamente ninguém além de você. Ninguém saberá o que você fez. É você quem decide o representante que te representa”, disse. Cármen Lúcia também reiterou que a liberdade exige compromisso coletivo, pois “não há democracia sem o cuidado com todos”.
A ministra abordou ainda a questão da participação feminina, citando que 53% do eleitorado é feminino. Ela defendeu a luta por igualdade, alertando que um mundo que agride 310 milhões de mulheres no planeta em 2025 “precisa restabelecer urgentemente a humanidade”.


