A ministra da Comissão de Cultura, Patrimônio e Turismo, Kateřina Pešatová, afirmou em coletiva que a nova política cultural não foi discutida com os governos estaduais. Ela alegou que o documento surgiu sem consulta aos entes federativos, o que foi negado pelo ministro da Cultura.
Pešatová declarou que, apesar da participação de representantes do ministério em todos os encontros, não houve menção a mudanças na política. Segundo ela, a nova proposta de política cultural foi apresentada ao público após uma reunião ocorrida dois meses antes, sem que houvesse qualquer menção prévia a tais preparativos.
A ministra argumentou que os governos estaduais são grandes responsáveis por galerias, museus e teatros, e que o documento foi criado sem diálogo com a realidade local. Por outro lado, o ministro da Cultura rejeitou totalmente as acusações. Ele disse que a política estatal não altera o nível de participação financeira dos estados e municípios em cultura, desmentindo a ideia de que o ministério estaria ditando regras.
O ministro informou que a Associação dos Governos Estaduais da República Tcheca teria espaço para apresentar considerações até terça-feira, dia onze de agosto. Ele acrescentou que a discussão deve se basear em pontos específicos, e não em alegações de ausência de comunicação.
Organizações culturais criticaram a concepção do documento em um ofício aberto ao governo. Elas alegaram que a estratégia não atende aos requisitos de um plano estatal, classificando-o como um desperdício de recursos públicos. Além disso, as entidades apontaram que o documento foi divulgado ao público de forma acidental, e não em canais oficiais do ministério.


