O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, dia vinte e um, que a dificuldade do governo em avançar no ajuste fiscal está ligada à atuação do Congresso Nacional. Ele disse que a equipe econômica conseguiria atingir o superávit em prazo menor se agisse isoladamente.
Durigan explicou que a política fiscal ocorre em cenário de juros altos e crédito restrito. O governo enfrenta barreiras para aprovar medidas que aumentem receitas ou controlem despesas. O ministro citou proposta de vinte e três, feita pelo então ministro da Fazenda, que buscava regulamentar subvenções estaduais na base de cálculo de tributos federais, mas foi rejeitada pelos parlamentares.
O ministro declarou que o governo precisa negociar com o Legislativo para seguir a agenda fiscal. Ele mencionou propostas econômicas de um senador sem citar o nome, dizendo que algumas medidas poderiam afetar a credibilidade do governo. A equipe econômica busca retirar subsídios que pressionam as contas da União.
Sobre o limite de crescimento das despesas obrigatórias, Durigan evitou confirmar se haverá redução para um período a partir de dois mil e vinte e sete. Ele disse que o objetivo é buscar sustentabilidade e reduzir a dívida no longo prazo. O Projeto de Lei Complementar dos Combustíveis prevê subsídio para o etanol e pode liberar cerca de 10 bilhões de reais no orçamento.


