O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quinta-feira, dia vinte, a proposta de um conselho de governança fiscal apresentada por um senador. A ideia, que visa unir Executivo, Legislativo e Judiciário, foi chamada de ‘balela’ pelo ministro.
Durigan questionou a proposta, alegando o desrespeito institucional ao citar ataques aos outros Poderes. Ele perguntou se a solução seria um acordo entre a família do político e o Supremo Tribunal Federal sobre responsabilidade fiscal.
Apesar de a proposta não estar no programa oficial da campanha do PL, a coordenadora econômica da campanha afirmou que a harmonia entre os Poderes é a solução para o problema fiscal. Durigan, por sua vez, discutiu a necessidade de cortar despesas ineficientes e aumentar a transparência do uso de verbas por emenda parlamentar.
O ministro reafirmou a intenção de manter o arcabouço fiscal vigente, mas com ajustes nos gastos obrigatórios. Ele informou que o governo está preparado para realizar um ajuste fiscal de cerca de 2% do Produto Interno Bruto em um futuro mandato de Lula. Ademais, dispositivos na lei de subvenção ao etanol podem reduzir gastos obrigatórios em cerca de R$ 10 bilhões em 2027, dependendo do déficit primário.

