O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (28) que percebe silêncio da oposição em relação a propostas econômicas durante o ano de disputa eleitoral. Durigan defendeu a necessidade de fortalecer o arcabouço fiscal e criticou a falta de avanços na pauta de desburocratização.
Durigan declarou que o debate público foca em temas como corrupção e questões graves, citando divergências dos opositores sobre interferência estrangeira no país. O ministro defendeu a reforma tributária, argumentando que o sistema brasileiro é um dos piores do mundo, segundo organismos internacionais. Ele afirmou que o esforço estrutural visa mudar a concepção do sistema.
Sobre as contas públicas, Durigan sustentou que o arcabouço fiscal, concebido pelo ex-ministro Fernando Haddad, gera resultados e deve ser fortalecido. Ele propôs a diminuição de gastos obrigatórios, modernização do Estado e redução de juros para impulsionar investimentos privados e públicos.
O ministro também criticou o tarifaço dos Estados Unidos, classificando-o como interferência política externa. Durigan disse que o Brasil tem déficit comercial com os EUA e que a questão não se justifica. Ele mencionou que discutirá a reversão das tarifas na reunião do G20, em Carolina do Norte, entre 31 de agosto e 1º de setembro.


