O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na 27ª Conferência Anual do Santander que o Brasil deve manter o rigor da responsabilidade fiscal em meio a um cenário geopolítico incerto. Ele projetou o país como uma liderança global, com foco em setores como o elétrico e biocombustíveis.
Durigan declarou que a intolerância à inflação alta exige a mesma postura contra a irresponsabilidade fiscal. Segundo o ministro, não é possível debater o cenário político brasileiro sem a defesa da responsabilidade fiscal. As boas práticas da gestão atual, como o arcabouço fiscal e a Reforma Tributária, devem ser mantidas e aprimoradas.
O ministro comentou que o governo inseriu na legislação nacional duas travas importantes para controlar o crescimento dos gastos obrigatórios, que devem impactar em R$ 10 bilhões em 2027 e crescer nos anos seguintes. Ele afirmou que o Tesouro Nacional é o ponto de partida para a correção do endividamento público.
Em um cenário de eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, Durigan disse que o governo focará no setor elétrico, biocombustíveis, minerais críticos e no uso da Inteligência Artificial. O ministro enfatizou que o Brasil deve buscar respeito mundial, sem se alinhar automaticamente a potências como América do Norte, Europa ou Ásia.

