O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que o governo não propõe desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários e sociais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele defendeu a política fiscal atual, alegando que a equipe econômica busca conter despesas obrigatórias e melhorar a dívida pública.
Durigan declarou que o governo não aprovou medidas que aumentem gastos sem indicar fonte de financiamento. Segundo o ministro, a gestão atual recuperou regras fiscais após um período de enfraquecimento anterior, referindo-se à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele explicou que a política de valorização do salário mínimo já possui mecanismos para limitar seu impacto nas contas públicas.
O ministro também mencionou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, a ser apresentado na próxima semana, deve indicar uma redução de, no mínimo, 10 bilhões de reais na pressão das despesas obrigatórias. Entre as medidas citadas, estão limites para o crescimento real de gastos com pessoal e mudanças na contabilização de receitas de royalties de petróleo.
Apesar de não cravar números específicos, Durigan reforçou que o governo focará em uma trajetória de sustentabilidade com redução da dívida a longo prazo. Ele disse que o trabalho visa também melhorar a eficiência do Estado, diminuindo o peso da contratação de pessoal sobre os gastos públicos.

