O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros do cartão de crédito e a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 devem ser focos econômicos nos próximos anos no Brasil. Durigan também abordou a renegociação de dívidas e criticou a gestão anterior.
Durigan classificou os juros cobrados em crediário como abusivos, pedindo foco no tema. Segundo o Banco Central, a taxa média anual para o crediário atinge 41,8%. Já no cartão de crédito, o rotativo, acionado ao pagar apenas o mínimo, registra taxa média de 442,4% ao ano, segundo o mesmo órgão.
O governo lançou o programa Desenrola em maio para renegociação de débitos, que já renegociou R$ 25,5 bilhões até agosto, superando a meta inicial de R$ 20 bilhões, informou o Ministério da Fazenda. O ministro defendeu a redução da jornada, argumentando que o tempo de deslocamento dos trabalhadores deve ser considerado além das horas de trabalho.
Sobre a situação econômica, Durigan contrapôs os indicadores atuais às condições da gestão anterior. Ele disse que a população deve observar os números, citando a diminuição da pobreza e a criação de mais de 10 milhões de postos de trabalho, se ampliarmos a contagem além dos contratos CLT. O ministro também rejeitou a ideia de crise fiscal, alegando que o déficit estrutural está próximo de zero.
Durigan atribuiu parte dos problemas fiscais à administração anterior, que, em dezembro de 2022, teria entregue um orçamento considerado irresponsável. O ministro afirmou que as decisões do atual governo consideram a responsabilidade fiscal. Ele mencionou também que o patamar elevado da taxa básica de juros é influenciado por conflitos globais, como o do Oriente Médio.


