O ministro da Habitação, Jaime Beltrán, foi criticado por estar em uma praia em Santa Marta, Caribe, uma semana após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a Colômbia. O evento deixou 280 mortos e mais de quatro mil feridos. O presidente Abelardo de la Espriella tentou gerenciar a crise, mas enfrentou polêmicas internas.
O terremoto, ocorrido há uma semana, resultou em perdas econômicas preliminares estimadas em US$ 9,6 bilhões, segundo o presidente. Mais de cento e vinte e sete mil moradias foram danificadas e vinte e seis mil destruídas. A maioria das residências não possui apólices de seguro, dependendo da orientação ministerial para a reconstrução.
Beltrán justificou sua viagem à praia dizendo que foi visitar a família, mas a ação gerou críticas de setores políticos. A senadora Carol Borda, do Salvación Nacional, classificou o ato como um “nível de desconexão doloroso”. O Centro Democrático, partido de direita no Legislativo, também manifestou insatisfação com a permanência do ministro.
Enquanto isso, o presidente de la Espriella visitou Buenaventura, uma área afetada, e jogou bolas de futebol para crianças. As bolas continham o logotipo do movimento político presidencial. Um ativista local registrou o momento, gerando críticas à distribuição de material associado ao governo entre as vítimas.
A ex-ministra da Cultura Paula Moreno apontou falhas na resposta governamental, defendendo a participação de profissionais do Pacífico na reconstrução. Ela questionou a viabilidade de aulas virtuais na região, citando a falta de conectividade e a vulnerabilidade dos jovens ao recrutamento por grupos armados.

