O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, dia 14, que a filiação de um candidato à Presidência ao Partido Missão foi um “bug” ou uma “pane”. A alegação visa desvincular o incidente da integridade do sistema eleitoral brasileiro.
A filiação fraudulenta, que configura crime de inserção de dados falsos em sistema de informações, gerou dúvidas sobre a responsabilidade pelo ato. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, suspendeu temporariamente o sistema de filiações partidárias para evitar novos registros indevidos.
Gilmar Mendes declarou que o episódio não deve questionar a confiabilidade do sistema, reiterando que o Brasil possui “o sistema mais confiável do mundo”. Após a identificação do problema pela campanha, o TSE descartou o hackeamento e informou que a filiação ocorreu pelo uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da legenda.
A legenda Missão alegou ter sido vítima de uma “tentativa de filiação fraudulenta”. Em resposta, o candidato afirmou que seu gabinete considerou os e-mails de filiação como “spam”. Autoridades informaram ainda que o nome do autor do crime, um filiado com função diretiva, foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração.


