Um ministro do Supremo Tribunal Federal cobrou a atuação livre e independente da Polícia Federal em uma reunião com o ministro da Justiça. O encontro buscou resolver a crise institucional gerada por desconfianças mútuas sobre vazamento de informações em investigações do INSS.
O relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master exigiu que a Polícia Federal (PF) mantivesse autonomia durante os procedimentos. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o governo investigará os fatos, garantindo a independência da PF sem interferência governamental.
A articulação da reunião foi feita pelo ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que tentou apaziguar os ânimos entre o integrante do STF e o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. Os desentendimentos surgiram de suspeitas de vazamento de dados, especialmente em investigações do INSS, onde o filho do presidente surgiu com suspeita de tráfico de influência.
André Mendonça havia reclamado da lentidão da PF nas investigações do INSS. Em resposta, a PF fechou dois inquéritos e solicitou a abertura de três para apurar o caso. O ministro da Justiça pediu que as regras institucionais das investigações fossem respeitadas, e um assessor presidencial comentou que o clima de disputa deve diminuir.
Delegados também apresentaram reclamações sobre decisões do ministro do STF, como o envio integral de material indexado e a centralização das investigações em seu gabinete.

