Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, divulgou um vídeo na última quinta-feira (20 de agosto de 2026). O material, de caráter de propaganda eleitoral, mostra o local destinado à execução por enforcamento de palestinos condenados por ataques letais.
Nas imagens, o ministro afirmou que a estrutura já está em construção. Ele declarou que haverá uma forca e salas onde vítimas do crime poderão assistir à execução, comparando o modelo ao dos Estados Unidos. Ben-Gvir disse que o país está cumprindo promessas sobre o tema.
A lei que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos, por iniciativa de Ben-Gvir, foi aprovada pelo Parlamento israelense em março deste ano. A legislação, embora não especifique palestinos, aplica-se a processos em tribunais militares por crimes de segurança nacional, o que gera críticas internacionais.
Organizações, como a Anistia Internacional, apontam que essa diferença de tratamento entre cidadãos israelenses e palestinos configura apartheid na Cisjordânia. O governo israelense refuta essa classificação, alegando que as distinções se baseiam em segurança e nacionalidade.
O ministro enfrenta sanções de países como Reino Unido, Austrália, Canadá, França, Irlanda e Noruega. Ele mantém o cargo pois seu partido sustenta a maioria parlamentar necessária para o governo atual, embora pesquisas indiquem que essa maioria possa ser perdida nas eleições de outubro.


