O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não compareceu à audiência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026. Vieira alegou conflito de agenda e sugeriu remarcar a sessão para agosto, que tratava da classificação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos.
A convocação visava esclarecimentos sobre a política externa brasileira, com o principal ponto sendo a decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Deputados da Creden informaram que a comissão enviou a sugestão de realizar a sessão nesta quarta-feira ao Itamaraty.
Em resposta, o ministério comunicou a impossibilidade de comparecimento do chanceler e propôs uma nova data no mês de agosto. Vieira havia alertado a Câmara sobre os riscos da medida, afirmando que a classificação unilateral poderia ser usada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, como as financeiras e penais.
O governo brasileiro se manifestou contra a classificação das facções como terroristas, alegando possíveis impactos para o país. Contudo, a posição brasileira não alterou a decisão dos Estados Unidos. Além do tema central, a comissão pretendia ouvir Vieira sobre outros cinco assuntos, incluindo relações bilaterais com os EUA e novas tarifas comerciais.


