O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, dia 14, pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ação criminal torna réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um desembargador federal por vazamento de dados e obstrução de investigação.
A PGR também denunciou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e sua esposa, Jéssica de Oliveira Lima, além do assessor Thárcio Nascimento Salgado. Segundo a PGR, o grupo agiu junto para frustrar a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 para desarticular uma quadrilha do Comando Vermelho.
A denúncia aponta que o desembargador Macário Neto, relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), teria repassado informações sigilosas a Rodrigo Bacellar. O encontro entre os dois ocorreu em dois de setembro de 2025, véspera da operação, para tratar do repasse dos dados.
As investigações indicam que o vazamento causou impacto na ação policial. Os agentes não localizaram computadores ou mídias digitais no gabinete do ex-deputado na Alerj. Além disso, TH Joias deixou sua residência na véspera da operação, e sua esposa auxiliou no esvaziamento do imóvel antes da chegada da polícia.
A acusação inclui a prática de obstrução de investigação por parte do ex-deputado e de sua esposa. O assessor Thárcio Nascimento Salgado é acusado de favorecimento pessoal por hospedar TH Joias em sua casa na noite anterior à ação policial.


