O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que seus filhos recebessem visitas na prisão domiciliar no domingo (9). A decisão suspende as visitas, exceto as médicas e de advogados, por 30 dias.
A rejeição ocorreu após o ministro considerar que uma carta de Jair, lida por um dos filhos nas redes sociais, violou as regras da prisão domiciliar. O pedido, feito na quarta-feira (5), foi defendido pelos advogados como tendo “caráter estritamente humanitário e familiar”, alegando que não prejudicaria o cumprimento da pena ou as medidas cautelares impostas pelo magistrado.
Moraes afirmou na decisão que o pedido estava prejudicado, pois as visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados. O ex-presidente cumpre a pena em casa no Jardim Botânico, em Brasília.
Um dos filhos, que é candidato a cargos políticos, está impedido de se encontrar com o pai por 90 dias, período que se estende até após o primeiro turno das eleições. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não foi incluído no pedido, pois reside nos Estados Unidos desde o ano passado.

