Marcos Rodríguez Pantoja, conhecido como o menino lobo da Serra Morena, morreu aos oitenta anos na vila de Rante, no noroeste da Espanha. Ele passou doze anos na infância vivendo com lobos após ser abandonado nas montanhas.
O relato de Arturo Arcones, amigo de Rodríguez, descreve o homem como alguém “feito de terra, vento, ar, chuva e tocas de caça”. Ele sempre afirmou ter sido mais feliz entre os lobos, sentindo ansiedade na presença de pessoas.
Nascido em mil novecentos e quarenta e seis em uma vila pobre do sul da Espanha, seu pai o vendeu a um pastor de cabras aos sete anos. Segundo o professor Gabriela Janera Manila, que entrevistou Rodríguez, ele foi levado a uma caverna nas montanhas, onde encontrou lobos, raposas, cabras montanhesas e outros animais.
O pastor o ensinou a sobreviver no ambiente, utilizando peles animais para se aquecer e caçando. Quando o pastor morreu, o jovem permaneceu na serra, ganhando a confiança da matilha ao alimentar seus filhotes e alertar sobre perigos. Ele relatou caçar peixes e coelhos, e até chamar os lobos para caçar veados.
Em mil novecentos e sessenta e cinco, a Guarda Civil o encontrou. Aos dezenove anos, ele começou a aprender os costumes sociais com a ajuda de um padre local e freiras. Após servir no exército, estabeleceu-se em Mallorca, dedicando-se a ajudar a proteger a natureza.

