A abertura da tumba do rei Casimiro IV Jaguelão, em Cracóvia, Polônia, em 1973, resultou na morte de vários membros da equipe de pesquisa. Inicialmente, especulou-se sobre uma maldição, mas estudos posteriores apontaram a exposição a fungos microscópicos como fator de risco.
A expedição, que acessou a cripta na Capela do Castelo Real de Wawel, teve quatro mortes logo após a entrada. Ao longo dos anos, o número de óbitos entre os envolvidos na exploração e manuseio dos restos mortais chegou a 15. Embora a sequência de eventos tenha gerado rumores de uma maldição, a ciência buscou explicações para os casos.
Pesquisadores identificaram altas concentrações de fungos, como espécies dos gêneros Aspergillus e Penicillium, no ambiente fechado da cripta. A hipótese mais aceita é que a inalação desses microrganismos, em quantidades excepcionalmente altas, causou infecções graves, especialmente em indivíduos com sistema imunológico comprometido.
O acesso à tumba foi autorizado pelo então arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyła, antes de ele se tornar o papa João Paulo II. Atualmente, expedições em locais desse tipo seguem protocolos rigorosos de segurança para mitigar os riscos biológicos.

