O motorista do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou em depoimento que policiais militares abordaram seu veículo em frente a um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital, na noite do dia onze. A versão do motorista, contudo, enfrenta contradições com os registros de câmeras de segurança analisados por investigadores.
A perseguição, conforme descreveu o candidato, teria ocorrido na noite do dia onze, após o motorista deixar o candidato em casa. Na manhã seguinte, Haddad relatou a imprensa que havia sido alvo de uma “abordagem fora do padrão” por policiais militares e que seu motorista foi seguido por uma viatura da corporação.
Em seu depoimento, o motorista corroborou a fala do candidato, dizendo que decidiu ir ao hotel na rua Joinville por considerá-lo seguro. Ele alegou que, em momentos próximos, policiais militares apontaram lanternas para o interior do carro em duas ocasiões. O motorista afirmou que uma equipe da Força Tática parou em frente ao veículo e ordenou que ele se afastasse.
A Secretaria de Segurança Pública informou que as imagens de câmeras de segurança não correspondem à versão apresentada pelo candidato. Os registros mostram uma viatura da PM passando pelo veículo de Haddad quando ele entra em casa, e outra câmera em frente ao hotel captura o motorista estacionando por vinte minutos, momento em que uma viatura da PM desacelera ao lado do carro.
O motorista declarou que saiu do local por volta das vinte e três horas e nove minutos, mas outras câmeras captaram o carro às vinte e dois horas e trinta e quatro minutos em vias próximas. Ele disse não pretender registrar boletim de ocorrência, mas irá apresentar conversas com assessor do candidato sobre o monitoramento.


