O motorista do candidato Fernando Haddad prestou depoimento sobre alegações de intimidação por viaturas da Polícia Militar em São Paulo. O relato, que motivou inquéritos do Ministério Público Federal e da Polícia Civil, descreve abordagens ostensivas em três momentos diferentes.
O motorista declarou na 2ª Delegacia Seccional de Polícia ter visto viaturas e SUVs da Força Tática em três ocasiões. O primeiro contato ocorreu antes de deixar Haddad em casa, quando policiais jogaram luz no para-brisa do veículo. Em um segundo momento, um carro idêntico se aproximou sem dar ordens de parada ou acionar sirene, dirigindo-se à parte traseira.
O motorista afirmou que estacionou no Hotel Pullman, em Vila Mariana, por volta das 21h58. Ele saiu do hotel às 23h09, momento em que uma viatura idêntica passou ao lado do carro. Um agente teria dito ao colega “olha o carro”, e outros policiais desembarcaram, proferindo a palavra “vaza”.
Uma fonte com acesso ao depoimento informou que a Polícia Civil apura contradições nas informações. Imagens analisadas indicam que o veículo do motorista deixou o hotel às 22h26, passando pela Avenida 23 de Maio quatro minutos depois e pela Radial Leste quatro minutos após isso.
Em paralelo, o governador Tarcísio de Freitas declarou que as apurações iniciais não encontraram nada, classificando o ocorrido como “falsa comunicação”. Haddad disse que acompanhou o caso até a porta de sua residência, mas afirmou que o relato subsequente é apenas do motorista.


