O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que impeça a candidatura de uma deputada estadual. A requerimento se baseia em condenação da parlamentar no Escândalo dos Gafanhotos, esquema de corrupção em Roraima.
A parlamentar, que tenta seu oitavo mandato consecutivo, foi condenada por improbidade administrativa. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou a decisão em 29 de julho de 2025. O procurador regional eleitoral Cyro Carne Ribeiro alegou que a condenação a enquadra nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.
A sentença determinou que a deputada ressarcisse R$ 1.599.588,88 aos cofres públicos, além de multa de R$ 159,9 mil e suspensão de direitos políticos por cinco anos. O MPE informou ao TRE-RR que a candidata cumpre os requisitos da Lei Complementar nº 64/1990 para a inelegibilidade.
A investigação sobre o esquema apontou que o então governador Neudo Ribeiro Campos, o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem de Roraima (DER-RR) e a ex-secretária de Administração faziam parte do núcleo operacional. O esquema envolvia a inclusão de funcionários sem prestarem serviços nas folhas de pagamento do DER-RR e da Secretaria de Administração.
Sobre o caso da deputada, a Justiça concluiu que ela se beneficiou dos recursos desviados. Segundo documentos, seus irmãos receberam valores por procurações concedidas por pessoas ligadas ao esquema. A defesa alegou que os valores cobriam despesas de gabinete, mas o TRF1 considerou a justificativa incompatível com as provas.


