O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, no dia 14 de agosto, uma reunião para monitorar o fluxo da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Samambaia, Recanto das Emas e Água Quente. O encontro buscou avaliar a operação do sistema e definir estratégias de fortalecimento da atuação conjunta entre os órgãos.
Representantes da Saúde, Educação, Segurança Pública, Conselhos Tutelares e do Centro 18 de Maio participaram da avaliação. A promotora de justiça Lígia Reis enfatizou a importância do diálogo contínuo entre os órgãos para superar dificuldades diárias e assegurar a proteção efetiva dos jovens.
A assistente social Solange Félix, da Assessoria de Perícias e Acompanhamento de Políticas Públicas (Apapp IV), apresentou um histórico da construção do fluxo. A discussão abordou avanços, obstáculos e formas de aprimoramento do sistema de proteção.
A promotora de justiça Alessandra Charbel abordou o preenchimento correto do Relatório de Revelação, usado quando crianças ou adolescentes relatam violência espontaneamente. Ela apontou a necessidade de registros consistentes e de um primeiro atendimento cuidadoso para evitar a revitimização.
Os participantes definiram novas ações de formação para profissionais da rede. O trabalho de articulação na área começou em dois mil e vinte e três, dentro do Projeto Ágora, e o fluxo específico para violência sexual foi concluído em junho de dois mil e vinte e quatro.


