O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) manifestou-se no processo envolvendo a Apex Partners, que tramita na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória. O promotor de Justiça Bruno Araújo Guimarães destacou a grande dimensão econômica do caso, exigindo análise da situação financeira das empresas.
O representante do MPES declarou que não é possível antecipar conclusões sobre uma eventual recuperação judicial. A prioridade atual, segundo Guimarães, é obter um diagnóstico preciso das condições econômicas e financeiras das companhias envolvidas, preservando direitos e garantindo decisões baseadas em dados confiáveis.
Enquanto o MPES acompanha o caso no âmbito cível, investidores entraram com ações na Justiça estadual. Duas ações na 2ª Vara Cível de Vitória forçaram empresas ligadas ao grupo a apresentar informações sobre a aplicação de recursos. Em uma das ações, dois investidores buscaram esclarecer valores que poderiam chegar a 2,32 milhões de reais.
Um fundo ligado à Apex, o Carbyne Mercados Privados, teve suas contas rejeitadas por cotistas em maio. O fundo, administrado pelo Banco Daycoval, foi temporariamente fechado para novas aplicações. Uma assembleia marcada para 28 de agosto deve discutir alternativas para a operação do fundo.
A Apex obteve uma proteção temporária de 60 dias contra cobranças de dívidas, totalizando cerca de 986 milhões de reais. A empresa contratou auditoria externa para revisar demonstrações de 2025 e 2026, e houve mudanças na gestão da sociedade.


