O Ministério Público do Pará (MPPA) abriu investigação para apurar danos ambientais, sociais e econômicos na Comunidade Pedras, em Anajás. A apuração teve início após uma representação da Comissão Pastoral da Terra (CPT Marajó) sobre impactos de um ramal de energia elétrica.
A comunidade, com mais de oitenta anos de existência, abriga cerca de setenta famílias que dependem do extrativismo vegetal, da pesca e da produção de açaí. Relatos enviados ao MPPA indicam que a intervenção afetou vias tradicionais, cursos d’água e áreas de cultivo. Entre os problemas citados estão o carreamento de solo para igarapés, aumento da turbidez da água e morte de peixes.
O promotor de Justiça de Anajás, Fernando da Silva Júnior, determinou prioridade na apuração devido aos riscos à segurança hídrica e alimentar dos moradores. Técnicos do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) farão vistorias na região. O Instituto Evandro Chagas (IEC) também deve coletar amostras de água e sedimentos.
A SME Engenharia e a Equatorial Energia Pará foram acionadas para mitigar os danos, como desobstruir o igarapé e garantir passagem segura aos moradores. As empresas devem apresentar contratos, licenças e relatórios técnicos. A investigação também abrange a assistência social e a saúde das famílias atingidas.


