A MRV&CO mantém a visão de que a locação institucional é o futuro do setor imobiliário brasileiro, mas a empresa assinou um acordo para vender ativos da Luggo, sua plataforma de aluguel por assinatura.
Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, declarou que a grande mudança no consumo de moradia não virá de novos materiais, mas sim da forma como o teto será consumido: compra ou locação. Para o executivo, o modelo institucional, onde a construtora aluga em vez de vender, é a próxima fronteira do mercado nacional.
Fischer apontou que a alta taxa de juros impede o desenvolvimento do setor. Ele afirmou que, com 15% de juros, o mercado está adormecido, embora a Luggo já tenha operado quatro mil unidades. O potencial de crescimento, contudo, seria grande em um cenário econômico mais favorável.
Apesar da defesa do modelo, a MRV&CO reduziu sua exposição ao negócio. Em julho, a companhia firmou um memorando com a JiveMauá para estruturar a venda desses ativos. O desinvestimento contrasta com o discurso estratégico de longo prazo da empresa.
O executivo também comentou que a nova geração de compradores adquire imóveis mais tarde e pode optar por alugar antes de comprar. Segundo Fischer, o potencial da locação é “gigantesco”, mas depende de um contexto macroeconômico que traga taxas de juros mais baixas.


