A MRV&CO, conglomerado de empresas imobiliárias, registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 22,7% em relação ao mesmo período de 2025. A baixa contábil da Resia foi o principal fator que impactou o balanço.
A perda no segundo trimestre foi influenciada pela baixa contábil de US$ 110 milhões da Resia, unidade americana do grupo que está sendo descontinuada. Essa divisão reportou o prejuízo devido à venda de terrenos e empreendimentos por valores abaixo do patrimônio, em um cenário de piora do mercado local. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Ricardo Paixão, afirmou que a decisão de vender abaixo do valor patrimonial visa desalavancar a empresa mais rapidamente.
Em contrapartida, a receita líquida consolidada atingiu R$ 14,1 bilhões, um aumento de 1,3% comparado a 2025. A alta foi impulsionada pelo desempenho da MRV, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 155 milhões, um avanço de 28,2% sobre o ano anterior. A margem bruta da MRV foi de 31,2%.
O resultado ajustado, que exclui efeitos financeiros e não recorrentes, mostrou lucro líquido consolidado de R$ 73,8 milhões. Contudo, as despesas financeiras cresceram 60% anualmente, gerando uma despesa líquida de R$ 393,2 milhões. A dívida líquida consolidada da companhia caiu para R$ 4,6 bilhões após a venda de ativos da Resia.


