A participação de mulheres em diretorias e conselhos de empresas na Bolsa de Valores atingiu o maior patamar desde 2021. O levantamento da B3 e do Instituto Locomotiva aponta que 80% das companhias possuem pelo menos uma mulher em cargos de direção ou conselho em 2026.
O estudo, que analisou dados de duzentas e noventa companhias, revela que, embora a presença feminina tenha crescido, a concentração é alta. Em diretorias estatutárias, cinquenta e um por cento das empresas contam com pelo menos uma mulher, mas trinta e três por cento têm exatamente uma. Apenas dezoito por cento das companhias analisadas possuem duas ou mais mulheres nesse órgão.
O cenário se repete nos conselhos de administração. Setenta por cento das companhias têm uma mulher no conselho em 2026, contra cinquenta e cinco por cento em 2021. Contudo, trinta e seis por cento das empresas têm apenas uma integrante feminina no colegiado, sendo essa a configuração mais comum.
Renata Caffaro, diretora de Pessoas e Comunicação Interna da B3, afirmou que os resultados mostram uma evolução, mas que ainda existem desafios a serem enfrentados. Ela explicou que equipes diversas aumentam a pluralidade de perspectivas e fortalecem a capacidade das empresas de atrair e reter talentos.
Outro levantamento, o Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026 da Evermonte, analisou mil novecentos e setenta e seis executivos no Brasil. Segundo os dados, oitenta e cinco vírgula quatro por cento das posições eram ocupadas por homens, enquanto catorze vírgula quatro por cento eram de mulheres, indicando a disparidade na composição da alta liderança.

