A República Democrática Alemã (RDA), ou Alemanha Oriental, iniciou a construção de um muro em Berlim em agosto de 1961. A barreira separou a cidade, cortando o acesso de 16 milhões de alemães ao lado ocidental. O fato ocorreu após o governo oriental registrar cerca de duas mil fugas diárias.
O regime comunista da RDA justificou a fronteira como separação entre passado e presente. O partido SED impulsionou a construção do muro, utilizando arame farpado e concreto. A estrutura teve 155 quilômetros de extensão, interrompendo estradas e linhas férreas e dividindo famílias.
Dois meses antes, Walter Ulbricht, chefe de Estado da Alemanha Oriental, negou planos de fechamento de fronteiras. Contudo, os preparativos corriam nos bastidores, coordenados por Erich Honecker com apoio da União Soviética. Honecker afirmou que a muralha antifascista estabilizaria a Europa.
As potências ocidentais protestaram, mas não agiram. O muro se tornou símbolo da Guerra Fria e da divisão da Alemanha. Apenas onze dias após a construção, um alemão-oriental morreu abatido a tiros durante tentativa de fuga.
Em 1989, Honecker ainda manifestava confiança na permanência da barreira. Dez meses depois, em nove de novembro, os habitantes de ambas as partes da cidade celebraram o fim da muralha, que foi gradualmente derrubada.


