A NASA confirmou que não conseguirá salvar o observatório histórico Neil Gehrels Swift. Especialistas desistiram da tentativa de resgate orbital após complicações técnicas com a nave Link, que visava realocar o telescópio.
O Swift Observatory, lançado em dois mil e quatro, operou por mais de duas décadas, estudando explosões cósmicas potentes. Em dois mil e vinte e dois, o telescópio capturou um evento de raios gama chamado BOAT, considerado o mais luminoso já registrado.
A órbita do equipamento está em declínio devido à atração gravitacional terrestre e ao aumento da atividade do vento solar. A agência espacial desligou os instrumentos científicos no início deste ano para tentar adiar o fim, mas o Swift seguiria em rota de reentrada atmosférica em poucos meses.
Engenheiros da Katalyst Space Technologies construíram uma espaçonave de três braços, a Link, para capturar o Swift e elevá-lo à altitude original de cerca de 373 milhas. Contudo, a missão começou a apresentar problemas semanas após o início, quando a nave entrou em rotação incontrolável.
Segundo o diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, Shawn Domagal-Goldman, o projeto, que foi uma tentativa inédita, gerou aprendizados valiosos. As projeções atuais indicam que a reentrada atmosférica do Swift começará, no mais cedo, em outubro, sem risco aparente para a população.

