A NASA conseguiu estender a vida útil da sonda Voyager 2 por mais um ano após implementar uma otimização de energia na espaçonave. O procedimento envolveu desligar dispositivos não essenciais e substituí-los por alternativas de menor consumo, garantindo que a sonda permaneça aquecida.
As sondas Voyager 1 e 2 operam há quase 49 anos e ultrapassaram a distância de qualquer objeto feito pelo homem. Inicialmente projetadas para observar planetas externos, elas continuam enviando dados notáveis enquanto avançam no espaço profundo.
As sondas utilizam geradores termoelétricos de radioisótopos (RTGs) alimentados por plutônio-238. No início da missão, esses geradores forneciam cerca de 470 W de energia. Devido à meia-vida do plutônio, as espaçonaves perdem cerca de quatro watts de energia anualmente, operando atualmente com aproximadamente dois terços de sua reserva original.
A NASA iniciou o desligamento estratégico de equipamentos em 2024, como o instrumento de ciência de plasma da Voyager 2, que perdeu relevância após a sonda deixar o sistema solar em 2018. Com a otimização, a Voyager 2 economizará energia para manter ativos seu magnetômetro, subsistema de onda de plasma e subsistema de raios cósmicos por mais um ano.
A Voyager 1, que está mais distante, será alvo de um procedimento similar em breve. Se tudo ocorrer conforme o planejado, é possível que instrumentos das sondas continuem a se comunicar até a década de 2030. Além disso, a Voyager 1 atingirá 16.094.799.096 milhas de distância da Terra em 18 de novembro de 2026.

