A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) lançou neste domingo (30), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman. O equipamento partiu às 8h26, no horário de Brasília, a bordo de um foguete da SpaceX para estudar galáxias, exoplanetas e a composição do Universo.
O novo telescópio possui campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble, embora ambos tenham espelhos com 2,4 metros de diâmetro. Uma única imagem do Roman poderá reunir o detalhamento equivalente a 100 fotos do Hubble. O aparelho utiliza uma câmera infravermelha de 300 megapixels e deve medir a luz de 1 bilhão de galáxias.
A missão levará cerca de três meses para percorrer aproximadamente 1,6 milhão de quilômetros até o destino. O projeto prevê a realização de levantamentos do Universo com velocidade mil vezes superior à de equipamentos anteriores.
Um dos objetivos centrais é a investigação da matéria escura, que corresponde a 27% do Universo e não pode ser observada diretamente por não emitir, refletir ou absorver luz. Os cientistas a identificam pelos efeitos gravitacionais sobre estrelas e galáxias visíveis. O equipamento também estudará a energia escura, fenômeno associado à expansão acelerada do Universo, que representa 68% da sua composição.
O Roman buscará mais de 1 mil exoplanetas, que são planetas orbitando estrelas diferentes do Sol. Para isso, a Nasa utilizará a microlente gravitacional, técnica que usa a gravidade de um objeto para ampliar a luz de outro mais distante.
A agência prevê a divulgação das primeiras imagens no começo de 2027. A missão principal tem duração prevista de cinco anos, com possibilidade de extensão por mais cinco.


